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21 de Maio de 2020

Seis delegados chegam para oxigenar a carreira e reforçar os quadros da PC

Conheça os novos delegados de Polícia de Sergipe

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Seis novos delegados de Polícia iniciaram, no último dia 7 de maio, suas atividades na Polícia Civil de Sergipe. A chegada dos novos quadros é considerada pela Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol/SE) a conquista de um pleito antigo da categoria e um reforço que vem em boa hora oxigenar uma carreira de status constitucional, jurídica, essencial e exclusiva de Estado.

O presidente da Adepol, delegado Isaque Cangussu, lembra que o último concurso para a carreira de Delegado de Polícia do Estado de Sergipe ocorreu há mais de 13 anos. “Os colegas chegam em boa hora, num momento em que a sociedade sergipana mais precisa. Os novos delegados assumirão postos no interior do Estado, destino de todos que ingressam na carreira e onde a carência desses profissionais é mais sentida. Além dos seis que já entraram em exercício, mais cinco estarão em atividade nos próximos dias, de acordo com a recente nomeação publicada em Diário Oficial”, ressalta.

Cangussu aproveita o momento para solicitar ao governador Belivaldo Chagas a criação de novos cargos para que os demais classificados possam ser nomeados em breve. “Esperamos também que o governador proponha ao Legislativo a criação de mais cargos, possibilitando a nomeação dos demais classificados e o reforço ainda maior dos quadros, em prol de um serviço público mais eficiente, no que toca à indispensável atuação do Delegado de Polícia”, reforça.

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Lorena Rocha

A delegada Lorena Rocha conta que exerceu o cargo de técnica judiciária por dez anos no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE) e o mesmo cargo nos últimos três meses no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE). Graduada em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e pós graduada em Direito Penal, ela conta que sempre quis ser servidora pública. “Depois que entrei no funcionalismo, fui conhecendo mais sobre a atuação das diversas carreiras jurídicas e comecei a admirar a atuação técnica e jurídica dos delegados de polícia. Foi aí que decidi o que queria para minha vida”, conta.

Lorena espera poder exercer um trabalho que não se resuma apenas a tentar controlar números. “Embora os números sejam importantes, espero também ser capaz de efetivamente resolver os conflitos que se apresentem. Para isso, é preciso entender que a sociedade é multifacetada. É necessário um olhar atento a todos os tipos de demanda, um cuidado especial com os mais vulneráveis. Porém, ao mesmo tempo que devemos prestar atenção à vítima de forma individualizada, também é necessário ter uma visão macro. Nós vivemos atualmente numa sociedade de risco. A criminalidade organizada, os crimes cibernéticos, dentre outros, se avultam cada vez mais. É imprescindível buscar conhecer as novas técnicas de investigação para contenção desses crimes”, pontua.

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Ruidiney Nunes

O delegado Ruidiney Nunes conta que a atividade policial começou a idealizar-se na carreira a partir do momento em que teve contato com alguns profissionais da área. Ele relata que ao passar no concurso como servidor do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, a faculdade de Direito foi um caminho natural. A pretensão de se tornar delegado de Polícia veio com os estudos. “Ao conversar com alguns delegados sobre a profissão e ao estudar para o concurso, eu percebi que essa era a área a qual me dedicaria”, diz.

Lotado provisoriamente no município de Propriá, Ruidiney fala que as expectativas para desempenhar sua nova função são as melhores possíveis. “Espero poder ajudar ao próximo e contribuir com o senso de Justiça”, completa.

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Khertton Rafael

O delegado Khertton Rafael, que já atuava na área de segurança pública há treze anos, tendo sido inspetor da Polícia Civil do Ceará, sempre teve predileção pela área criminal. O delegado carrega na bagagem experiências em trabalhos desenvolvidos nas delegacias regionais e municipais no estado do Ceará, seu estado natal.

Com especialidade na área criminal, a carreira de Delegado sempre foi seu objetivo. Hoje, atuando provisoriamente na Delegacia Regional de Itabaiana, ele espera somar esforços com as equipes dessa unidade policial, ofertando sua experiência investigativa. “Iremos dar reforço nas investigações, e espero contribuir contra a impunidade no estado de Sergipe”, diz.

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Érico Xavier

Antes da aprovação no concurso, o delegado Érico Xavier foi bancário durante quase quatro anos no Banco do Nordeste do Brasil. Ele conta que a escolha da carreira de Delegado de Polícia foi definida já nos primeiros períodos na faculdade de Direito. “Dentre as carreiras jurídicas, a que mais me cativou foi a de Delegado. Sempre tive como objetivo profissional ser Delegado de Polícia”, enfatiza.

Érico fala do orgulho de ingressa na carreira de Delegado de Polícia e ressalta o sentimento de responsabilidade em assumir o cargo no Estado em que nasceu e escolheu para viver. “Pretendo desempenhar minhas funções com zelo e presteza, sempre tendo como objetivo servir da melhor forma a população, e dignificar ainda mais a gloriosa Polícia Civil do estado de Sergipe”, diz.

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Matheus Vieira

O delegado Matheus Vieira sempre soube que trabalharia com direito Penal desde a faculdade de Direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e durante seu estágio no Ministério Público (MP/BA). Conciliou os estudos com a advocacia e, no ano passado, ingressou no quadro de servidores do Tribunal de Justiça (TJ/BA). Mas dinâmica da profissão de delegado o atraiu para trabalhar na área policial.

Ele lembra das dificuldades enfrentadas para superar as nove fases do concurso de Delegado de Polícia e ressalta que as suas expectativas na profissão são as melhores. “Acredito que posso falar por mim e pelos meus colegas que estão entrando agora na atividade. Estamos motivados para contribuir sempre, buscando melhorar a produtividade. Sabemos o quanto as equipes possuem profissionais qualificados e experientes e estamos aqui para somar e não apenas para aumentar o número de servidores”, ressalta.

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Allison Lial

O delegado Allison Lial, designado temporariamente para atuar na Delegacia Regional de Lagarto, até que sejam definidas as lotações, conta que sua paixão pela atividade policial foi construída em trabalhos conjuntos com profissionais experientes e devotados. Antes de ingressar na carreira, Lial atuou como técnico do Poder Judiciário no município de Canindé do São Francisco. Teve como inspiração as histórias do juiz Fernando Lopes, que havia sido policial rodoviário federal, e do delegado Guilherme Wolkweis. Com eles, o novo delegado teve a oportunidade de aprender e ter os primeiros contatos com a carreira que abraçaria anos depois.

Lial também atuou como oficial de Justiça na comarca de Nossa Senhora dos Dores, onde interagiu com vários policiais militares e civis. “Assim, entrei no concurso de 2016 para agente da Polícia e tive na pessoa do delegado Marcos Garcia uma escola viva. Trabalhar com profissionais, como os delegados Fábio Pereira e Jonathas Evangelista, só fizeram com que a paixão pela profissão aumentasse. Hoje sei que posso ser feliz servindo a sociedade nesta profissão”, diz.

Allison Lial fez questão de agradecer a Adepol, na pessoa do delegado Adelmo Pelágio, que intermediou e esteve ao lado da quarta turma de delegados até a posse. “Também gostaria de agradecer em meu nome e dos meus colegas ao secretário da Segurança Pública, delegado João Eloy de Menezes e a delegada-geral, Katarina Feitoza, por conseguirem, mesmo durante esta crise, empossar os concursados”, ressalta.